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Era pro texto dar um gostinho na música, era pra música dar um charme no texto...Mas esse site ta com problemas...No music por tempo indeterminado.

Tudo bem...Eu estou com problemas, os amigos também falam de problemas...A vida é cheia de problemas...

Mas isso aqui é substituível, pronto. Problema resolvido.

Mais uma vez, tudo bem. Na vida a gente pode renovar, arriscar, dar a volta por cima depois de levar uns tombos e levantar com o nariz empinado, olhando pra traz só pra ver como a gente evoluiu. Problema resolvido mais uma vez.

Meu mais recente problema é a ansiedade. Fico pirada pensando que a vida ta bastante empacada, porque o emprego antes razoável agora parece bem furreca e desmotivante, porque o curso da faculdade antes maravilhoso agora virou obrigação inacabável, porque ser gente grande da trabalho, exige independência, paciência pra aguentar os desaforos, calma pra segurar as pontas nos tempos difíceis, personalidade pra não se abalar com os contra-tempos...

Quero a vida doce de criança, quero as companhias sinceras que brigam com a gente, que falam a verdade na cara, que brigam e ficam de mau e depois dão o dedinho pra fazer as pazes...

Ser adulta exige paciência pra lidar com joguinhos, meias palavras, relações cheias de melindros...Fofocas? Mancadas? Implicância? É... Tudo muito chato, da vontade de se enclausurar.

"E na gente deu o hábito
De caminhar pelas trevas
De murmurar entre as pregas
De tirar leite das pedras
De ver o tempo correr" (Rosa-dos-ventos
Chico Buarque/1969)

Ainda bem que existem os amigos que vão te lembrar do samba, do rock, da poesia, do Chico Buarque... E aquela ânsia, aquela palavra entalada, todas aquelas dúvidas e o Monstrinho de Todos os Males dos Adultos vai ficando com vergonha de mexer com você e se afasta...

E assim você não vai ter que se preocupar com o que o resto da humanidade vai pensar se você gosta de dançar descalço, se você abraça todo mundo, se faz escândalo quando vê um chegado, se é espontâneo, se brinca, se ri ou se chora....

"...Mas, sob o sono dos séculos
Amanheceu o espetáculo
Como uma chuva de pétalas
Como se o céu vendo as penas
Morresse de pena
E chovesse o perdão

E a prudência dos sábios
Nem ousou conter nos lábios
O sorriso e a paixão..." (idem)

Em alguns casos não vale a pena esquentar a cabeça, porque daqui a um tempo não vai fazer diferença, como antes, que haviam outros encostos na vida que agora eu já nem lembro mais.